domingo, 17 de fevereiro de 2008

FLOR DO OÁSIS

Tocou-a
um vento sem nome
um rio sem nascente

ávido da doçura do deserto que eram
os seus olhos

Acariciou-lhe
todas as dunas do seu corpo
toda a seda do seu desejo

sequioso do perfume a rosas a desabrochar que brotava
dos seus lábios

Sentiram
a frescura de todos os oásis
a frescura do silêncio interrompido

3 comentários:

Anónimo disse...

É lindo este poema, é cm se a natureza e td a sua perfeição podesse estar num corpo apenas, ou numa ideia de corpo

Bjs
Fada Mamã

Tita disse...

vejo que não lhe perdeste o jeito. Continuas com coisas lindíssimas. continua.

Cartas a Si disse...

Para F.M.

Obrigada Fada Mamã, não fazia ideia que o meu poema tinha essa leitura. Estou ansiosa para ler novos poemas teus.