Há filmes que nos dizem mais do que outros, este tocou-me especialmente.
Não sou grande fã do Robert Pattinson (que me perdoem as meninas que são fãs dele e da saga Twilight), mas até gostei do seu desempenho neste filme. Acho que trabalhou bem o seu papel e conseguiu dar á personagem a profundidade que se pretendia. tenho pena que não abordassem a personagem do polícia que perdeu a esposa de outra forma, acho que o papel que tem no desenvolvimento da história merecia outro cuidado na sua construção.
Em resumo, é um filme sobre os laços de família e afecto, sobre a perda de alguém que nos é querido e as feridas que essa perda deixa em nós, a maneira como cada um reaje à dor da perda e consegue seguir em frente.
Não é um filme para se ver de ânimo leve, coloca muitas questões e mexe bastante com os nossos sentimentos, principalmente os de quem já viveu uma história semelhante, mas é um filme que recomendo.
Imagem retirada de: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/0/08/Remember_Me.jpg/220px-Remember_Me.jpg
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
"Sempre tive a sensação de pertencer a outro lugar. Estranhava as palavras com que me falavam e achava esquisito as pessoas não ouvirem o que eu ouvia. Na escola, no liceu, na faculdade, a sensação de não ser daqui inquietava-me. Aprendi uma maneira de me comportar que não era minha, um idioma que não coincidia com o meu, emoções que me não provocavam qualquer eco interior. No fundo da minha alma estava de visita e cabia-me, por necessidade e educação, adoptar os hábitos nativos, que se me afiguravam complicados e inúteis. Ainda hoje me surpreende as pessoas julgarem que não tenho sotaque e não é à língua que me refiro, é a tudo o resto. Falo pouco, participo pouco e não faço vida social: passo jantares inteiros em silêncio, perco-me nas ruas, não acerto com um itinerário para amostra [...]"
As palavras não são minhas, são de António Lobo Antunes, mas bem podiam ser. Ninguém descreveu melhor até hoje este sentimento de inquietação que sempre me acompanhou, esta sensação de pertencer a outro sítio que não aquele em que me encontro.
As palavras não são minhas, são de António Lobo Antunes, mas bem podiam ser. Ninguém descreveu melhor até hoje este sentimento de inquietação que sempre me acompanhou, esta sensação de pertencer a outro sítio que não aquele em que me encontro.
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domingo, 3 de fevereiro de 2008
Sorriso de Palhaço

Todos os dias tenho de sorrir para tantas pessoas e sem que nenhuma delas se importe se o meu sorriso é mesmo a expressão do que sinto.
Às vezes sorrir torna-se uma tarefa hercúlea.
E se não sorrimos, é por antipatia, não é por termos uma dor de alma que nos impede de mover os músculos faciais.
Talvez por isso, nunca gostei de palhaços. Nunca gostei do seu sorriso falso, sob a tinta incrustada na pele, a tentar ocultar a lágrima retida no canto do olho.
O palhaço ri, mas ninguém se importa se ele sorri.
E se não sorrimos, é por antipatia, não é por termos uma dor de alma que nos impede de mover os músculos faciais.
Talvez por isso, nunca gostei de palhaços. Nunca gostei do seu sorriso falso, sob a tinta incrustada na pele, a tentar ocultar a lágrima retida no canto do olho.
O palhaço ri, mas ninguém se importa se ele sorri.
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