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sexta-feira, 22 de março de 2013
domingo, 9 de janeiro de 2011
| Claude Monet, 1880-1890, Marine 65 cm x 91 cm |
a escrita é a minha primeira morada de silêncio
a segunda irrompe do corpo movendo-se por trás das palavras
extensas praias vazias onde o mar nunca chegou
deserto onde os dedos murmuram o último crime
escrever-te continuamente... areia e mais areia
construindo no sangue altíssimas paredes de nada
esta paixão pelos objectos que guardaste
esta pele-memória exalando não sei que desastre
a língua de limos
espalhávamos sementes de cicuta pelo nevoeiro dos
sonhos
as manhãs chegavam como um gemido estelar
e eu perseguia teu rasto de esperma à beira-mar
outros corpos de salsugem atravessam o silêncio
desta morada erguida na precária saliva do crepúsculo
Al Berto, Medo
Imagem: http://www.fbi.gov/about-us/investigate/vc_majorthefts/arttheft/image/claude-monet-1880-1890-marine
domingo, 10 de outubro de 2010
"Prémio Azulado"
O Cartas a Si foi agraciado com um prémio pelo blogue Tons de Azul. Quando puderem passem por lá, é um blogue muito interessante, vale a pena conhecer.
Este foi o poema premiado:
Amo-te
ainda que o não saiba
para além do fulgor dos beijos
no roçar das palavras
pelos lábios sedentos
Amo-te
em cada curva
em cada traço
atravessando o espaço
Amo-te
na desproporção
dos corpos
deitados na tela
Amo-te
na tinta dos sonhos
que ainda não ousamos pintar
Este foi o poema premiado:
Amo-teainda que o não saiba
para além do fulgor dos beijos
no roçar das palavras
pelos lábios sedentos
Amo-te
em cada curva
em cada traço
atravessando o espaço
Amo-te
na desproporção
dos corpos
deitados na tela
Amo-te
na tinta dos sonhos
que ainda não ousamos pintar
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prémio,
sonho
sábado, 25 de setembro de 2010
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
Nicoletta Tomas, "The saddest girl in town" Cecília Meireles
Acrylic / Canvas 20x30 cm
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
Nicoletta Tomas, "The saddest girl in town" Cecília Meireles
Acrylic / Canvas 20x30 cm
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poesia
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Ivan Koulakov
Do calor do Brasil para a gélida Sibéria, hoje trago-vos um, não menos caloroso, pintor: Ivan Koulakov. Cores fortes, traços firmes, formas a lembrar Picasso. Difícil foi, como sempre, escolher um quadro da vasta obra do artista para vos mostrar. Não deixem de visitar a sua página: http://www.ivan-art.com/
"Running Orchestra"
acrylic, canvas,
70 x 100 cm, 8.2008
acrylic, canvas,
70 x 100 cm, 8.2008
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Sibéria
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Jocelino Soares
Agora que o frio parece despontar, numa das minhas "caminhadas" pela net, encontrei um pintor brasileiro com quadros cheios de cor e calor. Não deixem de visitar o sítio deste artista: http://www.jocelinosoares.com.br/
Campo de girassóis com lago
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Quem sou eu?
Tango vagabundo
preso nas franjas
da vida
A minha pátria
é o coração
em que morro
Hoje
naufrago
no passo
ausente
de
ti
Olhar triste
que adormece
longe
O amanhã
é um poema
inacabado Imagem retirada do sítio: http://fabianperez.com/
Tango vagabundo
preso nas franjas
da vida
A minha pátria
é o coração
em que morro
Hoje
naufrago
no passo
ausente
de
ti
Olhar triste
que adormece
longe
O amanhã
é um poema
inacabado Imagem retirada do sítio: http://fabianperez.com/
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
FABIAN PEREZ
Hoje, por um mero acaso, "descobri" na net um pintor argentino, nascido na década de 60. Fiquei impressionada com os seus quadros, a sensualidade, o contraste de cores...
Deixo-vos aqui um dos seus trabalhos e o endereço do seu sítio para ficarem a conhecer um pouco melhor a sua obra.
FLAMENCO III
24x30
acrylic on canvas
2002
Imagem retirada do sítio do autor: http://fabianperez.com/
Deixo-vos aqui um dos seus trabalhos e o endereço do seu sítio para ficarem a conhecer um pouco melhor a sua obra.
FLAMENCO III
24x30
acrylic on canvas
2002
Imagem retirada do sítio do autor: http://fabianperez.com/
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sensualidade
domingo, 13 de abril de 2008
Ouvem?
O eco de mil sinos de prata
O eco de mil sinos de prata
emudece
ante o labor da aranha
O tempo emudece
na cegueira do ar
na sua geografia nula
Que queres de mim
matéria insensível?
Nas coisas conhecidas
o verbo ser
emudece
Ana Hatherly
O Pavão Negro
Assírio & Alvim
2003
O eco de mil sinos de prata
emudece
ante o labor da aranha
O tempo emudece
na cegueira do ar
na sua geografia nula
Que queres de mim
matéria insensível?
Nas coisas conhecidas
o verbo ser
emudece
Ana Hatherly
O Pavão Negro
Assírio & Alvim
2003
A MEGERA, Salvador Dali
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