Ontem lia no blogue de alguém que este espaço é como se fosse um amigo com quem se desabafa. Meu amigo, como preciso de desabafar hoje.
Sou uma pessoa conservadora, foi essa a educação que me deram, a família passou-me valores que hoje em dia muito dificilmente encontro na maioria das pessoas. Considero-me uma pessoa íntegra, honesta, frontal, sincera, tento sempre ser justa. No meu dia-a-dia, no meu trabalho, tento que haja justiça para todos o que nem sempre acontece.
Ultimamente parece que fazem tudo para destruir a harmonia que existia no meu local de trabalho, as ordens são absurdas, as atitudes vergonhosas, o mais triste é que as pessoas ficam chocadas quando sou sincera e porquê? porque não conseguem ser frontais e preferem falar nas costas das pessoas (neste caso, eu), pois assim não se podem defender. O que mais me custa é lutar por todos e saber que um dia ninguém vai lutar por mim ou defender-me.
Fica o desabafo.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Para todos os que um dia me partiram o coração e para todos a quem possa ter feito o mesmo:
O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
Fernando Pessoa
O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
Fernando Pessoa
"All the wind of the world blows in your direction"
Acrylic / Canvas 25x25 cm.
Acrylic / Canvas 25x25 cm.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Dia de Portugal

Hoje, dia de Portugal, segui os passos dos nossos bravos antepassados e lancei-me ao mar. Tal como é vasto o oceano que desbravaram, também é vasta a marca que deixaram por todo o mundo.
Sou portuguesa. E com muito orgulho. Adoro o meu país, não me imagino a viver noutro lugar, e se não é perfeito, cabe-nos a nós tentar mudar aquilo que achamos que não está bem. Criticar é fácil, mas arranjar soluções é que é difícil. No meu local de trabalho ouço muitas vezes os turistas dizerem "isto é Portugal", em tom depreciativo, mas o que me fere e dói como uma lança é ouvir um português dizer o mesmo, não ter respeito pela sua cultura, pela sua história, por tudo aquilo que faz dele PORTUGUÊS. Amigos se isto está como está foi porque nós deixámos. Parem de servir de tapete aos outros e tenham orgulho daquilo que são, da vossa pátria.
Só temos motivos para nos orgulhar de ser portugueses, nós abrimos as portas do mundo a todos, aventurámos-nos por locais totalmente desconhecidos, dinamizámos o comércio por toda a parte, deixámos obras de valor incalculável, fomos pioneiros em tanta coisa. E a nossa língua, poderá haver algo mais rico e mais bonito? Não a destruam, por favor.
Nós somos tão bons ou melhores que os outros, por isso não menosprezemos aquilo que é nosso.
Deixo-vos aqui uma curiosidade, a título de exemplo:
Sabiam que a primeira tabela de classificação dos ventos é da autoria de um piloto português, Gaspar Manuel?
Imagem: http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/bandeira%20portuguesa.jpg
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sábado, 6 de junho de 2009
SINAIS
Há quem procure sinais
que não existem
Há quem os ignore
dependurados
de uma parede
de uma barra metálica
Rua sem saída
Sentido proibido
Trânsito proibido
A confusão do poeta
instala-se
Outras vozes
invadem o texto
A panela ao lume
sozinha
O sinal indica
lado nenhum
O poeta tenta expulsar
as outras vozes
A panela ao lume
sozinha
que não existem
Há quem os ignore
dependurados
de uma parede
de uma barra metálica
Rua sem saída
Sentido proibido
Trânsito proibido
A confusão do poeta
instala-se
Outras vozes
invadem o texto
A panela ao lume
sozinha
O sinal indica
lado nenhum
O poeta tenta expulsar
as outras vozes
A panela ao lume
sozinha
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poesia
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Cadernos da Infância II
A horta do meu avô era um arco-íris de mil cores, morangos rubros, laranjas com sabor a sol, havia sempre alguma coisa deliciosa.
Todos os dias se ouvia o som da sua enxada contra a terra, tão sincronizado como o tic tac do relógio de parede lá de casa.
O meu avô já não lhe dá corda. Mas, o relógio, mesmo de corda partida, ainda vai batendo as horas.
Todos os dias se ouvia o som da sua enxada contra a terra, tão sincronizado como o tic tac do relógio de parede lá de casa.
O meu avô já não lhe dá corda. Mas, o relógio, mesmo de corda partida, ainda vai batendo as horas.
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