«Os olhos de Iona percorrem sôfregos e inquietos as chusmas que formigam de ambos os lados da rua: não haverá entre aqueles milhares de pessoas quem aceite ouvi-lo? Mas a multidão corre sem atentar nele, nem naquela saudade... Uma saudade tão grande, tão sem fim. Se o peito de Iona rebentasse e aquela saudade se derramasse, inundaria o mundo, contudo ninguém a vê. Tão mísera a casca em que a saudade se meteu e, mesmo assim, nem à luz do dia se vê...»
Tchékhov, Contos, Relógio D'Água Editores, Lisboa, 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Amizade

Imagem: http://www.ginaalves.kit.net/Abracos/abraco.jpg
Correndo o risco de me chamarem de lamechas ou de dizerem que estes versos não têm qualidade poética, deixo aqui este poema, que dedico a todos os meus amigos que estão a passar por momentos difíceis. Amo-vos muito.
Se te pudesse
abraçar
a dor
se ao menos a pudesse embalar, adormecer
se bastasse soprar
para limpar
o cinzento do teu céu
dar-lhe alguma cor
se um beijo bastasse
para acalmar
a bravura desse mar
que te teima
em escorrer pela face
se a minha mão
te impedisse de cair
tudo faria
para te ajudar
a sorrir
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poema de Cartas a Si
sábado, 11 de outubro de 2008
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